UMA LADRA SEM LIMITES

 Melissa McCarthy é uma estrela em atenção. A protagonista do seriado Mike & Molly, exibida no canal a cabo Warner, roubou a cena no filme Missão Madrinha de Casamento, com sua personagem desbocada. Nesse filme, aliás, ela conseguiu uma indicação de Atriz Coadjuvante… Mesmo atuando numa cena em que, com extrema dor de barriga, usa uma pia como banheiro. Com um humor juvenil, sem medo do ridículo e sobrando carisma, McCarthy acaba sendo o maior motivo de Uma Ladra Sem Limites (Identy Thief), comédia com sessões dubladas nas salas Kinoplex.

Não que ela seja o único atrativo do filme. Longe disso! Com Jason Bateman dividindo a tela com ela, ator do seriado Arrested Development (e muitos outros filmes, como Quero Matar Meu Chefe, dos mesmos produtores de Uma Ladra Sem Limites), a sessão vira uma pedida obrigatória não só pelo elenco, mas também pela história. Embora não muito original, temos aqui é uma sucessão de eventos inimagináveis que farão a gente torcer por Sandy – nome “assexuado” que foi roubado do personagem de Bateman – e não querer que Diane vá pra cadeia – a sem noção que é a dita ladra sem limites. Bom road movie (ambos cruzarão boa parte do filme numa viagem de carro), com garantia de boas risadas. E não se preocupem: nada de escatológico acontecerá numa pia dessa vez.

 *Por Thiago Sampaio

O ÚLTIMO EXORCISMO 2

Apesar da incongruência do título do filme, O Último Exorcismo 2 (The Last Exorcism – Part II), uma das estréias dessa semana no Kinoplex Maceió, não é uma sequência desnecessária. Tirando a parte óbvia de que o bendito último exorcismo tenha acontecido no primeiro filme, de 2010, ainda há sim muito material para se explorar Abalam, a entidade, que cresceu, ficou mais forte e quer tomar novamente o corpo da pobre Nell. Embora o desenvolvimento dos personagens (o forte do filme original) não esteja tão presente na sequência, o que temos aqui é algo que vai direto ao ponto: o exorcismo. Nell é abordada sempre pelo demônio e não tem um momento sequer de piedade, o que para um filme nos moldes de Atividade Paranormal é até uma boa, pois os sustos acontecem um atrás do outro.

*Por Thiago Sampaio

SOMOS TÃO JOVENS

 

Dividindo as salas do Kinoplex com o incrível Homem de Ferro 3 (quantas vezes você já assistiu? 3 ou 4?) temos a mais nova estreia do cinema nacional: Somos Tão Jovens. Focando-se no fim da adolescência de Renato Russo, temos aqui uma boa biografia do mito nacional que ajudou na formação das bandas Capital Inicial e Legião Urbana. Thiago Mendonça, que interpretou Luciano em Dois Filhos de Francisco, incorpora o saudoso artista que além de ser músico, queria passar uma mensagem e revelar a identidade de toda uma geração.

Embora não se adentre muito nas motivações que conduziriam a mente de Renato Russo (o que seria material para mais de um filme), Somos Tão Jovens fortalece a imagem do artista. Além de ver como foram compostas as canções “Eduardo e Mônica”, “Faroeste Caboclo” e “Ainda É Cedo”, podemos testemunhar (por assim dizer) as descobertas do então jovem Renato com o punk rock, o sexo e a política. Pedida obrigatória para quem é fã de seu repertório e também oportunidade perfeita para introdução daqueles que ainda não conhecem Renato Russo.

 

* Por Thiago Sampaio

HOMEM DE FERRO 3

Trilogias são difíceis de serem finalizadas com sucesso, visto que temos diversos exemplos no cinema em que o terceiro filme de uma franquia muitas vezes não alcança as expectativas criadas. Por sorte, a saga do Homem de Ferro não sofre desse mal e Robert Downey Jr. voltou com tudo no excelente Homem de Ferro 3 (Iron Man 3), a grande estreia do ano nas salas do cinema Kinoplex, com cópias dubladas ou legendadas, ambas com opção em 3D.

A grande virada de jogo nesse filme é a mudança de diretor. Jon Fraveau (que interpreta o segurança de Stark), deu lugar a Shane Black, mais conhecido por seus roteiros de Máquina Mortífera e do cult Beijos e Tiros, esse também com Downey Jr. E conhecendo o trabalho desse roteirista/diretor, prepare para se deparar com intensas cenas de ação, intercaladas com um humor sincero e algumas vezes pra lá de dark, o que até alivia os momentos de tensão (e isso ajuda bastante, pois o filme não teme entrar em território pesado).

Sendo uma continuação direta de Os Vingadores, temos aqui um Tony Stark mudado, sofrendo com ataques de ansiedade, resultados do stress pós-traumático sofrido na batalha contra alienígenas em NY. O Homem de Ferro não consegue dormir e tudo piora quando o terrorista Mandarim (Ben Kingsley) entra em cena ameaçando a paz mundial. E não vou me arriscar mais que isso: com a presença de vilões que farão Stark penar, uma maior ênfase no romance com Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), mais ênfase no humor (o filho do mecânico é adorável) e menções diretas do ocorrido em Os Vingadores, Homem de Ferro 3 é pedida obrigatória para todo fã de cinema. E uma dica: só saia da sala depois de ver a cena exibida após os créditos finais!

*Por Thiago Sampaio

 

O ACORDO

Acredito que um dos piores pesadelos vivido por um pai é ver seu filho envolvido com tráfico de drogas. Esse é o drama encarado pelo personagem de Dwayne Johnson, o The Rock (Velozes e Furiosos 5, G.I. Joe 2), que tem seu primogênito preso no filme O Acordo (Snitch), um dos lançamentos dessa semana no Kinoplex. Baseado em fatos reais, temos o protagonista John Matthews (Johnson) fazendo de tudo para reduzir a pena do filho por tráfico de drogas, esse que já está enfrentando uma barra na prisão federal. O que sobra é um acordo: “encontre um chefão do crime e tiramos seu filho da cadeia”. Cumprir esse acordo seria fácil se o empreiteiro Matthews fosse como os machões dos filmes anteriores de The Rock, mas não: ele é um empresário simples, homem de família e que nunca se envolveu numa briga. Acredito até que tenha sido errado escalar o musculoso Dwayne Johnson para esse papel, devido suas limitações como ator – vide suas cenas com Susan Sarandon (A Negociação) – mas tudo acaba se encaixando, afinal, quando os primeiros tiros e uma sensacional perseguição com um caminhão estiverem envolvidas. Bom drama, com excelentes atores coadjuvantes (The Rock é bom pra ação, mas atuação? Mm…), uma boa carga de tensão e, surpresa, ótimas cenas de ação. Cópias legendadas.

*Por Thiago Sampaio

UM PORTO SEGURO

Sabe aqueles dramas românticos de fortes emoções que leva as plateias (principalmente femininas) às lágrimas ao final do filme? Se você é fã do gênero, deve conhecer o autor Nicholas Sparks, que dentre seus livros, conseguiu emplacar no cinema grandes sucessos como Um Amor Para Recordar, Diário de Uma Paixão, Querido John, A Última Música… Pois bem: se quem está lendo esse texto é uma mulher, deve conhecer pelo menos um desses filmes; já os homens podem ter certeza de que suas namoradas/esposas/mãe/irmãs conhecem essas pérolas. E o mais novo trabalho dele está nas salas do Kinoplex: Um Porto Seguro (Safe Haven), a história de um viúvo, pai de dois filhos, que tem sua vida mudada com a chegada da jovem Katie. Filme com uma história acessível até, mas com bela fotografia, um casal pra lá de bonito e uma história romântica que não consegue ser muito melosa, mas que vai desafiar algumas mulheres a segurarem o choro. Todas as noites, no Kinoplex Maceió, um programa perfeito para os casais e os amantes do romance.

*Por Thiago Sampaio

OBLIVION

Um pouco de Aliens, Inception, Independence Day e até mesmo Wall-E. Se reunir-mos alguns dos melhores filmes de ficção científica em um só, sem dúvidas teríamos Oblivion, o mais novo lançamento do Kinoplex estrelado por Tom Cruise (Missão Impossível). Pena que até mesmo o trailer do filme entrega demais (eu preferia nem saber que Morgan Freeman está no elenco), então para evitar falar muito da trama, digo apenas o seguinte: se possível, assista o filme mais de uma vez, pois dessa maneira você entenderá 100% as reviravoltas do roteiro. E o melhor de tudo é que fazendo isso, verá novamente uma ótima ficção científica.

Tom Cruise é Jack, um dos últimos dois seres humanos que habitam a Terra. Ele e sua parceira Victoria (Andrea Riseborough), que tiveram suas memórias apagadas para o bem da missão, respondem ordens da nave mãe, que está orbitando o planeta, e são responsável por gerenciar grandes máquinas que transformam a água do oceano em energia. Os mares estão quase secos e o planeta destruído. Seis décadas atrás, numa invasão alienígena, nós vencemos a guerra. Ou quase isso: a Lua foi destruída e a órbita da Terra comprometida, com tsunamis e terremotos devastando cidades e tirando bilhares de vidas. Os sobreviventes estão em Titã, uma das luas de Saturno e esperam apenas que Jack e Victoria peguem energia suficiente para nossa estada interplanetária. Entretanto, tudo muda quando uma nave cai e a única sobrevivente é justamente a mulher que está presente nos sonhos de Jack.

Ver a Terra destroçada é um choque. Ainda mais pelos excelentes efeitos visuais, tal qual sua cenografia. O contraste entre a destruição extrema e a alta tecnologia que Jack e Victoria usufruem é sensacional. Apesar da trama meio que exagerada, tudo parece crível, tudo parece palpável. E o melhor de tudo é que o filme não se contenta só com isso: ele quer e busca mais ao utilizar de constantes reviravoltas em seu roteiro, que não é tão complicado assim, mas que se você piscar, perdeu. Claro, isso não é problema se você assistir o filme mais de uma vez.

*Por Thiago Sampaio

CHAMADA DE EMERGÊNCIA

Na estreia Chamada de Emergência (The Call), somos apresentados aos trabalhadores do 911, (190 para nós), que atendem milhares de ligações em Los Angeles de pessoas que precisam de ajuda. Eles são as primeiras linhas de defesa em casos de roubo, invasão domiciliar, sequestro, assassinato ou mesmo situações mundanas e de trote. Entretanto, Jordan Turner (Halle Berry) atende em sequência as duas piores ligações de sua carreira, sendo que a segunda se prolonga durante todo filme: Casey Welson (Abigail Breslin) foi seqüestrada e de dentro da mala do carro faz de tudo para ser localizada. Tensão pura, realizada de forma brilhante durante todo filme… até o trecho final. Há uma reviravolta que pode até agradar, mas de fato digo uma coisa: o restante do filme (roteiro e direção) é brilhante e imperdível! Eu mesmo não decidi quem interpretou melhor, Berry ou Breslin. Você já tem sua favorita?

*Por Thiago Sampaio

MAMA

Filmes de terror deveriam assustar de verdade. Infelizmente temos cada vez mais exemplos do gênero que falham nessa premissa. Por sorte, temos exceções como ótimo Mama, lançamento do Kinoplex com cópias dubladas e legendadas. Produzido por Guilherme del Toro (O Labirinto do Fauno), o filme ataca de maneira certa com tudo o que se emplaca num filme de terror: timing no suspense, gritos no momento de tensão… e menininhas assombradas.

Depois de um irracional ato pós falência, Jeffrey (Nikolaj Coster-Waldau) mata sua esposa e sequestra as filhas de 5 e 2 anos, sofre um acidente e se isola numa cabana, aparentemente abandonada. Lá, o pai está prestes a atirar nas filhas quando alguma coisa intercede e o mata antes. E como mostrado nos créditos, as duas crianças, Victoria e Lilly, passam 5 anos criadas por essa… coisa, até serem encontradas por seu tio Lucas, irmão gêmeo do pai delas.

Andando de quatro, animalescas e apenas com traços de humanidade, as duas são entregues para o tio e a namorada dele, Annabel (Jéssica Chastain, de A Hora mais Escura) com a condição que passem por um constante tratamento psiquiátrico. O que ninguém sabe é a existência de Mama, entidade que vai se mostrando presente à medida que a contagem de corpos aumenta, assim como seu ciúme – ela não gosta da relação de Annabel com as garotas. O filme segue nesse tom sem comprometer, com excelentes atuações e efeitos especiais que não comprometem. E reiterando: assusta de verdade. Se você é fã do gênero, não pode perder.

*Por Thiago Sampaio

INVASÃO À CASA BRANCA

 

No presente momento, o governo da Coréia do Norte faz questão de mostrar ao mundo seu poderio bélico. Com o exército se preparando para uma guerra que falta apenas data para começar, Estados Unidos, Coréia do Sul e o mundo olham apreensivos o desenrolar de uma guerra que, infelizmente, pode se escalar de forma global – e nuclear. Sendo assim, é até surpreendente ver hoje no cinema um filme que (mesmo de forma hollywoodiana) uma ação norte coreana contra a morada do Tio Sam. E estamos falando de Invasão à Casa Branca (Olympus Has Fallen).

Com Gerard Butler (300), Aaron Eckhart (O Cavaleiro das Trevas) e Morgan Freeman (Todo Poderoso) no elenco, o filme não está pra brincadeira apesar do clima controverso. O personagem de Butler é Mike Banning segurança e amigo pessoal do presidente Asher (Eckhart), que ficou de fora do staff presidencial após um acidente de carro que matou a primeira dama. Um ano e meio depois, Banning acaba sendo o único americano não-refém dentro da Casa Branca, que foi tomada numa inacreditável, mas incrível, ação de terroristas coreano – se tivesse acontecido na vida real o 11 de Setembro seria fichinha – que deixou toda a nação paralisada.

Com os principais homens do governo sendo mortos um à um (a violência no filme é alta), o Presidente da Câmera, Trumbull (Freeman) vira assume a presidência americana e tem apenas Banning como uma alternativa para evitar a destruição nuclear dos Estados Unidos. O filme começa de maneira brilhante. Real, e visceral. Depois de algum tempo, ele cai um pouco no mais do mesmo e fica repleto de furos, mas, ainda assim, é incrível. Seria melhor ainda se esse tivesse sido o roteiro de Duro de Matar 5, só que sendo esse o caso, os EUA podem confiar muito bem em Banning num confronto contra a Coréia do Norte. Pena que ele é um personagem de ficção…

 

*Por Thiago Sampaio